“É certo generalizar?”
“E as exceções? Onde elas entram?”
“Por que não citar tais exceções então?”
Pois então. Primeiramente a generalização é feita para facilitar a questão da escrita e da exposição e/ou absorção do conteúdo. Não ter que ficar o tempo inteiro se excetuando uma porcentagem pequena, ajuda demais a manter a sequência do raciocínio. Ficar citando, considerando/desconsiderando, adicionando, excetuando, em muitos casos faz com que o texto fique repetitivo, maçante e demore muito para chegar ao ponto central. Um exemplo prático, nas aulas de física (as primeiras), considera-se todos os planos, fios, cordas, ambiente ideais.
Por quê? Para facilitar o primeiro contato com a situação. Com os guerreiros da real e leitores novos, a situação é abordada da mesma forma. Claro que existe um teor de complexidade BEM mais aguçado aqui do que um simples exercício de física, mas acredito que a mensagem foi passada com clareza.
Segundo, sobre ser CERTO generalizar. Na teoria, as individualidades deveriam ser aceitas, respeitadas e consideradas. Portanto, “certo” não é. Agora, teoria é diferente de prática não é mesmo? Você que está sentado aí atrás do computador por acaso teve suas individualidades aceitas, respeitadas e consideradas o tempo inteiro? Você homem mediano, por acaso alguém levou em consideração que você também merece uma chance de mostrar que tem valor?
Muitas vezes as pessoas questionam generalizações do tipo "homens são brutos/mulheres são vadias" que com apenas certeza de seus princípios poderiam ser facilmente ignoradas e/ou aceitas, enquanto o REAL problema nunca é questionado. Vejam o esquerdismo que reina hoje. Por acaso alguém questiona o fato de que as pessoas não valem nada se não estiverem incluídos em um determinado grupo? Que o governo que hoje “representa” a sua “individualidade” na verdade está interessado apenas em analisar-te como uma verdadeira massa de contorno?
"...pessoas passam a serem utilizadas como marionetes..."
Contudo, vamos ao exemplo “prático” de generalização novamente. A clássica frase que mexe com as profundezas do ego feminino.
“Todas as mulheres são vadias, vagabundas e/ou prostitutas”.
É ÓBVIO que nem TODAS, 100%, a totalidade, absolutamente qualquer ser dotado de uma vagina é uma vagabunda. O erro aqui, não é a frase em si, é a indagação feita em cima dela. O propósito dessa afirmativa é mostrar que, devido à libertinagem que foi entregue às mulheres hoje, não apenas sexualmente falando, transformou a grande, esmagadora, gigantesca (coloque o adjetivo que preferir) maioria das mesmas em jogadoras frenéticas, ególatras, extremistas em busca de emoção a qualquer custo. Ao dizer “maioria” que tem como significado “quase a totalidade”, dá margem para a tão sonhada palavra por homens iludidos e mulheres em busca de uma “auto-absolvição”. O questionamento básico de vários homens e mulheres ao conhecer a real é sempre esse:
“E as exceções? Onde elas entram?”
Vejam bem. O próprio Nessahan Alita em seus livros deixa uma página inteira para dizer “As críticas aqui contidas não se aplicam às mulheres sinceras”. O problema é, afinal, o que você entende por exceção?
Se por acaso for uma mulher que não possui um lado obscuro, que não mente, não joga, não é interesseira em algum ponto, não busca emoção, não é competitiva, que goste de homens “bonzinhos”, enfim, que negue TODAS as características femininas, a sua exceção não existe. A exceção verdadeira seria uma mulher que tem um teor menos aguçado de jogatina, de mentiras, da busca por emoções. E não a INEXISTÊNCIA do mesmo. Encare isso de uma vez, uma mulher continua uma mulher. Não digo isso em um tom pejorativo. Não adianta querer que mulheres tenham o mesmo raciocínio masculino para uma situação qualquer. Assim como não adianta querer que um homem entenda as coisas da mesma forma que uma mulher. São seres diferentes apesar de serem da mesma espécie.
E terceiro, e não menos importante, o porquê dessa generalização. O título do texto tem quatro palavras-chave, citei e discorri sobre duas em especial e deixei duas de lado. Uma delas entra aqui. Probabilidade. Exceções são raridades. Não estamos falando de uma mulher em um grupo de 10 ou 100. A coisa é bem pior que isso. Considerando que a probabilidade de ter que lidar com uma jogadora frenética, ególatra é MUITO grande, o condicionamento é justamente feito para essas mesmas mulheres. Condicionar-se para lidar com exceções que é o que muitos homens fazem, é similar a fazer um treinamento militar na neve para atuar nas savanas africanas. Ou seja, o treinamento, o aprimoramento pessoal é feito na direção errada, frutos não serão colhidos e a frustração tomará conta do ser.
Além disso, nem todos têm pé no chão para entender que a exceção tem que ser encarada como uma casualidade, e não a verdadeira caça ao tesouro. Não é porque a existência de mulheres-exceção é reconhecida, que o cara tem que condicionar a sua vida amorosa a buscar um exemplar próprio. Isso é um erro gigante que vai terminar em seqüelas físicas e mentais. Estuprar-se mentalmente em busca de alguma coisa jamais será o procedimento correto.
"Em busca do meu tesouro..."
O objetivo da real não é esculachar mulheres, promover discurso de ódio contra as mesmas e muito menos crucificar nenhum gênero em específico. A vertente que discute os relacionamentos tem por objetivo PREPARAR os homens para a vida social com as mulheres e outros homens. A doutrinação feminista deturpa e destrói cada vez mais a chance de um relacionamento sadio entre as pessoas. Entendam, é claro que é possível ter um relacionamento que não sugue sua alma com uma pessoa do sexo oposto. Assim como existam casais que buscam montar uma família digna.
O errado é acreditar que estabelecer um relacionamento duradouro será fácil com essa inversão de valores, inexistência de freios morais, de ética e de honra. Que essa “jornada” não vai exigir paciência, experiência, malícia, etc. E que você também não vai ter que dosar até onde deve se apegar, se envolver. Como já disse em outra postagem, jamais deposite a sua felicidade nas mãos de outra pessoa. Relacionar não é simplesmente colocar um anel/aliança no dedo e ajustar status no Orkut/Facebook. É bem mais complicado do que isso. E por incrível que pareça, o que mais se vê por aí são relacionamentos de teor adolescente, aqueles que servem justamente para alimentar um status e só.
Por fim os relacionamentos passaram a ter data de validade. O individualismo, a busca por independência até as últimas conseqüências, a cegueira em reconhecer as próprias limitações, passou a traçar uma linha de tempo para as relações. De repente, a mesma situação que antes valorizava a função de cada um, passou a ser uma queda de braço interminável. Culminou em sugar ou ser sugado. Isso é até esperado, afinal, com a síndrome de Dom Quixote que reina na atualidade, as pessoas preferem sempre atacar moinhos de vento ao invés dos reais dragões, vilões (os(as) feministas). E o problema, como sempre, continua a existir.





